A retomada do crescimento com leilões do Governo Federal para concessões de terminais portuários X investimentos

Os leilões do Governo Federal impulsionam inúmeras oportunidades para os projetos de arrendamentos de áreas portuárias. Existe uma demanda reprimida por projetos, desde os estudos de concepção e viabilidade na fase inicial até o gerenciamento da execução.

Entretanto, devido à pandemia de Covid-19, grande parte dos leilões planejados para 2020 não foram concluídos e, por isso, o Ministério de Infraestrutura pretende acelerar o processo de licitação em 2021. A previsão é de que mais de 50 leilões de ativos sejam realizados entre rodovias, ferrovias e portos. 

Com isso, esses ativos a serem outorgados à iniciativa privada deverão atrair compromissos de investimentos de 137,5 bilhões de reais no período da concessão, o que gerará 200 mil empregos, de forma direta, indireta e efeito-renda, ao longo dos contratos de arrendamento e concessões. A União possivelmente arrecadará cerca de 3 bilhões com os certames neste ano.

Leilões pelo Brasil antes da covid-19

Antes da pandemia, a Pasta planejou leiloar 22 aeroportos, duas ferrovias, sete rodovias e uma série de terminais portuários. Até o momento, já foram realizados quatro leilões de terminais portuários e um leilão de rodovias federais.

A expectativa é chegar até o final de 2022 com a contratação de R$ 250 bilhões em infraestrutura – mais de 40 vezes o orçamento público para investimentos na área por ano.

Em breve, mais quatro terminais portuários serão leiloados, totalizando 9 ofertas ao longo do ano de 2021. Além disso, o governo também encerrou antecipadamente a concessão das ferrovias Malha Paulista, Vitória-Minas e Carajás.

Com os leilões realizados pelo Governo Federal nos portos do Brasil, houve um fomento para projetos e estudos de repontencialização e expansão em áreas de brownfield, porém é importante destacar a corrida por novos espaços potenciais para operações portuárias, chamadas de greenfield. Em função disso, é notório o aumento deste tipo de demanda para projetos de engenharia.

Enfim, na área portuária, o destaque é o leilão das duas áreas do Porto de Santos: Terminais STS08 e STS08A. Eles são destinados ao armazenamento de granéis líquidos (combustível). O leilão está previsto para o primeiro trimestre de 2021 e o edital exige que os vencedores invistam 1,2 bilhão de reais nessas áreas. Esta será a maior licitação portuária dos últimos 15 anos.

Sendo assim, há uma grande procura por serviços especializados e integrados em todo o ciclo de vida do projeto por empresas com profissionais multidisciplinares e com uso de ferramentas digitais de gestão, além de ser inevitável, é cada vez mais uma tendência de mercado.

A Techna-Engeplan vem trabalhando ativamente para estar à frente desta tendência digital, oferecendo sua ferramenta integrada de tecnologia ao mercado de portos terminais.